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  • Amanda Cristina Agador

Disfagia nas demências

O conceito atual que define demência requer a ocorrência de múltiplos déficits cognitivos, incluindo a memória, suficientemente graves para provocar distúrbios no funcionamento ocupacional ou social. A prevalência de disfagia em pacientes com demência varia entre 13 a 75% dos pacientes.

O comprometimento neurológico mostra relação direta com o desempenho da deglutição, especialmente iniciação da alimentação, atenção e capacidade nas atividades motoras, como enxaguar a boca, que requer controle da musculatura oral. Com a evolução da doença a deglutição tende a piorar, como por exemplo, a redução da elevação das estruturas laríngeas, o prolongamento da fase faríngea e aumento do tempo de apnéia. O risco de aspiração laringotraqueal é frequente, especialmente em pacientes mais debilitados. Com a evolução e dificuldades cada vez mais aparentes de deglutição, pode ser necessário o uso de sondas como via alternativas de alimentação de curto ou longo prazo (gastrostomia). Entretanto, NÃO EXISTE EVIDÊNCIAS CIENTIFÍCAS QUE INDIQUEM O AUMENTO DO TEMPO DE VIDA de pacientes quando comparados àqueles que não foram submetidos a esse procedimento.


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©2020 por Fonoaudióloga Amanda Cristina Agador.